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Estados Unidos mantêm tarifa reduzida para açúcar brasileiro dentro da cota e pressionam por acesso livre ao etanol

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Estados Unidos mantêm tarifa reduzida para açúcar brasileiro dentro da cota e pressionam por acesso livre ao etanol

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) decidiu que o açúcar exportado pelo Brasil para os Estados Unidos dentro da cota continuará sujeito à tarifa anterior de 25%. Apenas o volume que ultrapassar essa cota pagará uma tarifa maior, de 37,5%, que corresponde a 25% mais um adicional de 12,5%.


Renato Cunha, presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), destacou que essa redução pode ser temporária ou permanente, o que pode levar o volume excedente a retornar ao Brasil ou ser redistribuído entre os outros 38 países beneficiados pelo regime de cotas.


Cunha ressaltou que essa medida gera um cenário de imprevisibilidade que provoca desarranjos no setor sucroenergético, dificultando o planejamento e a estabilidade do segmento da cana-de-açúcar.


No que diz respeito ao etanol, os Estados Unidos demonstram interesse em ter acesso livre ao mercado brasileiro, sem oferecer contrapartidas. O país enfrenta excesso de produção de etanol, devido à estagnação no aumento da mistura na gasolina e à força da indústria petrolífera local, e busca vender o biocombustível ao Brasil, que não necessita importar esse produto.


O presidente da NovaBio enfatizou que, enquanto as exportações brasileiras de açúcar continuam sujeitas a cotas, os Estados Unidos querem exportar etanol para o Brasil com isenção tarifária, o que configura uma imposição e não uma negociação. Além disso, os americanos reduziram o volume da cota para açúcar no próximo ciclo de 156 mil toneladas para 100 mil, evidenciando o protecionismo do lado deles.




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