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Fatores que devem influenciar os preços do milho no curto prazo

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Fatores que devem influenciar os preços do milho no curto prazo

A oferta doméstica de milho no Brasil continuará pressionando os preços nas próximas semanas, com Mato Grosso finalizando a colheita dos últimos 10% da área plantada e o Paraná acelerando a colheita em dias de sol intenso. Essa situação deve inundar os pátios logísticos com o cereal, mantendo os preços físicos fortemente deprimidos no curto prazo.


Nos Estados Unidos, a atenção está voltada para a fase de polinização nas Grandes Planícies. Caso as previsões climáticas falhem e o calor extremo retorne de forma prolongada ao Cinturão do Milho, os fundos de investimento podem realizar compras massivas para cobrir posições vendidas, provocando um forte repique altista no mercado internacional.


A saúde das lavouras norte-americanas será monitorada semanalmente pelo relatório Crop Progress do Departamento de Agricultura dos EUA. Qualquer queda na qualidade reportada poderá conter as recentes fortes quedas na Bolsa de Chicago, servindo como justificativa imediata para ajustes nos preços.


A competitividade externa do Brasil será testada diante do aumento substancial da safra argentina, estimada em 64 milhões de toneladas. O mercado asiático está repleto de opções sul-americanas, o que exige que os portos de Santos e do Arco Norte ofereçam preços FOB agressivos e atrativos para os importadores, a fim de estimular as exportações brasileiras e aliviar o mercado interno.


Os desdobramentos geopolíticos no Mar Negro continuarão influenciando os prêmios do milho, desviando a pressão compradora dos Estados Unidos e do Brasil e impactando as cotações globais. No cenário macroeconômico, o mercado acompanhará as decisões do Federal Reserve e os dados de emprego dos EUA, que podem afetar o dólar e o fluxo de capitais para as commodities.


No Brasil, a taxa Selic elevada favorece os ativos locais, enquanto as preocupações com o cenário fiscal e as tarifas norte-americanas permanecem no radar. Entretanto, produtos como carne bovina, café, itens energéticos e aeronaves foram isentos da tarifa adicional de 25%, o que pode influenciar o comércio exterior.




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