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Cadeia leiteira de Santa Catarina mostra sinais de recuperação em 2026

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Cadeia leiteira de Santa Catarina mostra sinais de recuperação em 2026

A elevação do preço do leite pago ao produtor trouxe alívio para os agricultores e voltou a incentivar investimentos nas propriedades rurais.


Em Chapecó, no oeste catarinense, a família Araújo produz leite há mais de 20 anos. A propriedade conta com cerca de 150 animais, sendo 81 em lactação, e produz diariamente cerca de 3 mil litros. O resultado é fruto de investimentos constantes em genética, sanidade e melhoramento do rebanho.


O produtor José Araújo relata que 2025 foi um ano difícil, com custos elevados e queda na remuneração pelo leite. Com a melhora nos preços, os produtores voltam a investir na melhoria do plantel e dos equipamentos.


No primeiro trimestre de 2026, Santa Catarina registrou aumento de 6% na captação de leite em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, há preocupação de que o crescimento da captação possa pressionar os preços pagos ao produtor.


Outra preocupação do setor é o aumento das importações de leite, especialmente de países vizinhos. O aumento da oferta externa pode levar a uma redução dos preços pagos pela indústria, que tende a repassar essa queda aos produtores.


A produção de leite é uma das principais atividades do agronegócio em Santa Catarina, com forte impacto na economia regional, especialmente no oeste do estado. Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil, com cerca de 80% da produção estadual concentrada na região Oeste. A atividade é a terceira mais importante da agropecuária catarinense e movimenta mensalmente a economia de centenas de municípios. O setor destaca a necessidade de atenção dos governos estadual e federal para apoiar essa atividade estratégica.




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