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Porto do Açu utiliza caixões de concreto para formar barreira marítima no Atlântico

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Porto do Açu utiliza caixões de concreto para formar barreira marítima no Atlântico

As estruturas fazem parte do sistema de proteção do porto, criado para reduzir o impacto das ondas e garantir mais segurança às operações em uma área exposta ao mar aberto. A obra envolveu o uso de 21 mil toneladas de aço, 350 mil metros cúbicos de concreto e uma doca flutuante para a fabricação em grande escala dos blocos.


O sistema permitiu a construção de um quebra-mar com mais de 3,8 quilômetros de extensão, dos quais 2,8 quilômetros foram formados artificialmente com os caixões de concreto. Esses módulos gigantes são instalados no mar para proteger o terminal, funcionando como uma barreira física contra a ação das ondas.


Produzidos em ambiente controlado, os caixões são transportados e posicionados na área definida pelo projeto. Após a instalação, eles reduzem a energia das ondas antes que esta alcance a área interna do porto, criando condições mais estáveis para manobras de embarcações, atracação e movimentação de cargas. Essa solução também diminuiu a necessidade do uso de pedras no quebra-mar.


A adoção dos caixões de concreto reduziu em 8,5 milhões de toneladas o volume de pedras que seria utilizado no aterro rochoso, além de evitar a emissão de 100 toneladas de CO2 durante a construção. Um dos destaques da obra foi a utilização da Kugira, a maior doca flutuante de caixões do mundo, mobilizada para fabricar os blocos próximos à área de instalação.


Essa foi a primeira vez que a estrutura foi usada no Brasil, possibilitando a fabricação sequencial dos caixões, que foram integrados aos diques artificiais para formar uma proteção marítima de grande escala.


O Porto do Açu, localizado no litoral de São João da Barra, é um complexo industrial e portuário de grande porte que atua em logística marítima, energia, cargas e apoio a operações offshore. Sua posição estratégica no litoral do Rio de Janeiro favorece a conexão com setores como petróleo, gás e rotas para embarcações de grande porte.


Os 42 caixões de concreto funcionam como uma muralha marítima que contém a força do Atlântico, permitindo que o porto opere com maior segurança.




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