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Brasil mantém liderança nas exportações de suco de laranja, mas receita recua 30,6%

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Brasil mantém liderança nas exportações de suco de laranja, mas receita recua 30,6%

O Brasil embarcou 746,9 mil toneladas de suco de laranja equivalente em FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice), representando um aumento de apenas 0,2% em relação à safra anterior. No entanto, o faturamento dessas exportações caiu 30,6%, passando de US$ 3,42 bilhões para US$ 2,38 bilhões.


Pela primeira vez, os Estados Unidos superaram a União Europeia como principal destino individual do suco de laranja brasileiro. As importações norte-americanas somaram 355,8 mil toneladas, um crescimento de 16,3% em relação à safra 2024/25, representando quase 48% do volume total exportado pelo Brasil, contra cerca de 40% na temporada anterior. Apesar do aumento no volume, a receita obtida com as vendas para os EUA caiu 20,6%, totalizando aproximadamente US$ 1,08 bilhão, devido à queda das cotações internacionais.


Os embarques para o bloco diminuíram 10,9%, de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente, enquanto o faturamento recuou cerca de 38%, para US$ 1,11 bilhão. Com isso, a participação da União Europeia nas exportações brasileiras caiu de aproximadamente 50% para 45% ao longo da safra.


Entre os principais mercados, a China ampliou suas compras de suco brasileiro, com um aumento de 26% no volume exportado, que chegou a 25,5 mil toneladas. A receita teve crescimento mais modesto, de 1%, somando cerca de US$ 70,3 milhões. A combinação de menor demanda e redução dos preços praticados no mercado japonês explica esse resultado.


Embora o volume exportado tenha se mantido praticamente estável, a forte redução da receita evidencia uma mudança no cenário do mercado internacional. Após um período de oferta restrita e preços recordes, o consumo global perdeu força diante dos valores elevados praticados nas últimas safras. Como consequência, os compradores passaram a buscar alternativas mais baratas, pressionando as cotações do suco de laranja. Além disso, problemas climáticos e o avanço do greening comprometeram a qualidade da fruta produzida na safra anterior, influenciando negativamente o desempenho das exportações brasileiras. Apesar do recuo no faturamento, o Brasil permanece como o maior exportador mundial de suco de laranja, mantendo os Estados Unidos e a União Europeia como seus principais mercados.




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