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Exportações brasileiras para os EUA caem 13% no primeiro semestre, maior retração desde 1997

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Exportações brasileiras para os EUA caem 13% no primeiro semestre, maior retração desde 1997

A redução nas exportações brasileiras para os Estados Unidos foi acompanhada pela diminuição das importações provenientes do mercado norte-americano, Monitor do Comércio Brasil-EUA Amcham Brasil. Com o desempenho negativo, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu para 9,4%, o menor índice para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997. Na corrente total de comércio do Brasil, a fatia americana também atingiu o menor nível da série, com 11,1%.


O estudo aponta que os produtos sujeitos a tarifas adicionais foram os principais responsáveis pela queda nas exportações brasileiras. Enquanto as vendas de bens sobretaxados caíram 16,6% no semestre, os produtos não afetados pelas medidas registraram retração de 8,7%. Entre os itens impactados, os que sofreram tarifa adicional de 10% tiveram redução de 25,9%, e os abrangidos pela Seção 232 recuaram 6,7%. Os maiores impactos ocorreram nas vendas de produtos semiacabados de ferro e aço (-21,7%), caminhões (-46,7%), madeira (-40,5%) e cobre (-37,4%).


Apesar do resultado negativo acumulado, junho apresentou sinais de recuperação, com crescimento de 3,7% nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em relação ao mesmo mês do ano anterior, interrompendo dez meses consecutivos de queda. O avanço foi puxado principalmente pelos produtos não sujeitos às sobretaxas, cujas vendas aumentaram 35,8%, destacando-se aeronaves (+299,4%) e óleos combustíveis de petróleo (+89,3%). Já os produtos afetados pelas tarifas continuaram em queda, com retração de 17% no mês.


O impacto foi mais intenso na indústria de transformação, cujas exportações para os Estados Unidos recuaram de US$ 16 bilhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 14,6 bilhões no mesmo período deste ano, uma perda de US$ 1,4 bilhão. Mesmo assim, o setor representou 83,9% de todas as exportações brasileiras destinadas ao mercado americano. Entre os produtos industriais que tiveram crescimento nas vendas estão aeronaves (+32,9%), equipamentos de engenharia civil (+23,8%) e máquinas para geração de energia elétrica (+16%).


A divulgação do estudo ocorre em meio às discussões sobre a investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Durante audiência pública em Washington, a Amcham defendeu que a negociação bilateral é a melhor alternativa para resolver as divergências comerciais entre os dois países. A entidade também ressaltou que a imposição de novas tarifas prejudicaria não apenas as exportações brasileiras, mas também aumentaria os custos para empresas e consumidores norte-americanos, reduzindo a competitividade das cadeias produtivas de ambos os países.




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