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Conflito entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro atinge praias de Copacabana e Leme

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Conflito entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro atinge praias de Copacabana e Leme

O calçadão e a praia de Copacabana e do Leme tornaram-se cenário de uma ruptura histórica entre os dois maiores grupos criminosos do Rio de Janeiro: o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A quebra de um acordo velado de convivência pacífica resultou em cenas incomuns na orla, como correria, espancamentos com porretes, monitoramento de pedestres e circulação de armas, motivadas pela disputa pelo controle do tráfico de drogas e pela extorsão do comércio local.


As imagens mostram a vítima tentando argumentar e entregando seu telefone para inspeção dos perseguidores. Em seguida, um terceiro homem aparece e agride o rapaz fisicamente, enquanto uma quarta pessoa passa portando uma pistola.


Ele relatou que, recentemente, os traficantes passaram a proibir que entregadores ultrapassem o Posto 2, no Leme, interrogando-os sobre sua origem e revistando seus celulares. Com quatro anos de atuação na orla, o comerciante demonstrou preocupação com a possibilidade de a criminalidade ampliar seu controle econômico sobre a praia, cobrando taxas de segurança e funcionamento dos donos de quiosques fixos, além de já extorquir ambulantes.


O lado do Leme é dominado pelo TCP, que tem como base as favelas do Chapéu Mangueira e da Babilônia. A parte restante da praia está sob influência do CV, originário dos morros dos Tabajaras e Pavão-Pavãozinho. Os vendedores buscam drogas nessas comunidades para comercializá-las nas praias.


O delegado Paulo Saback, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), destacou que os interesses das facções vão além do tráfico tradicional, devido ao alto poder aquisitivo dos frequentadores da orla. Para evitar repressão policial intensa, os criminosos agiam discretamente, disfarçados de vendedores ambulantes de doces para oferecer drogas aos banhistas. Em negociações com estrangeiros, o preço da grama de cocaína pode chegar a 20 euros (R$ 120).


Ele descreveu cenas em que grupos armados com pedaços de madeira e pedras correm pela praia para iniciar confrontos com rivais. A origem dessa instabilidade na Zona Sul está ligada a uma guerra sangrenta em Niterói, onde o TCP tenta tomar pontos de venda do CV em bairros como Fonseca, Icaraí e no Centro. As bases do Leme fornecem apoio financeiro e armamentos para essa ofensiva, e o CV, a partir da Ladeira dos Tabajaras, retaliou atacando redutos rivais na Zona Sul, estendendo o conflito para as praias.


Apesar da subnotificação, dados do Instituto Fogo Cruzado indicam que, nos últimos meses, o Leme registrou quatro tiroteios com duas mortes, enquanto Copacabana teve sete episódios de disparos, resultando em uma vítima fatal.


Em resposta, a Polícia Militar informou que realiza patrulhamento preventivo contínuo nas vias públicas e na faixa de areia, com equipes a pé, motopatrulhas e viaturas.




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