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Instituto Biológico completa quase um século com avanços em tecnologia agropecuária sustentável

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Instituto Biológico completa quase um século com avanços em tecnologia agropecuária sustentável

Na época, produtores rurais buscaram ajuda do governo, que formou uma comissão de pesquisadores para investigar o problema. Eles identificaram que um pequeno besouro, originário da África, era o responsável pela infestação, pois a fêmea depositava ovos nos frutos do café, cujas larvas se alimentavam, depreciando a produção.


Para combater a praga, os pesquisadores desenvolveram uma estratégia pioneira de controle biológico, introduzindo um inimigo natural do inseto. Esse trabalho evidenciou a necessidade de uma instituição permanente para apoiar os produtores diante de desafios sanitários, o que resultou na criação do Instituto Biológico. Desde seu primeiro ano, o instituto ampliou suas pesquisas para a sanidade animal e, posteriormente, incorporou ações voltadas à proteção ambiental.


Além da produção científica, o Instituto abriga importantes patrimônios históricos e ambientais, como um dos maiores cafezais urbanos do mundo, um acervo entomológico com milhares de insetos considerado um dos mais antigos e relevantes do estado de São Paulo, e um edifício histórico construído no final da década de 1920.


Entre as pesquisas atuais, destaca-se o estudo das formigas, coordenado pela especialista em insetos sociais Ana Eugênia de Carvalho Campos. Ela dedica sua carreira ao entendimento do comportamento desses organismos e ao desenvolvimento de métodos sustentáveis para o controle das formigas cortadeiras, que são uma das principais pragas agrícolas e podem atacar quase todas as culturas. O instituto investiga o uso de microrganismos endofíticos, especialmente fungos, como alternativa ao controle químico dessas pragas.


O Instituto Biológico conta com laboratórios certificados pela norma internacional ISO 17025, garantindo a qualidade dos diagnósticos laboratoriais, inclusive para processos ligados à exportação de produtos agropecuários. Além do diagnóstico de doenças em plantas e animais, as pesquisas focam no desenvolvimento de bioinsumos, biotecnologias e processos que minimizam o impacto ambiental da produção rural.


A atuação do instituto também inclui o monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas em alimentos, água, solo e polinizadores, como as abelhas, contribuindo para a segurança alimentar e a preservação dos recursos naturais. Ao se aproximar de seu centenário, o Instituto Biológico mantém a missão de transformar conhecimento científico em soluções para fortalecer a agropecuária, proteger o meio ambiente e garantir alimentos mais seguros para a população.




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