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Cine Lagoa: o pioneiro drive-in do Rio que reuniu gerações sob o telão mais alto da América Latina

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Cine Lagoa: o pioneiro drive-in do Rio que reuniu gerações sob o telão mais alto da América Latina

Na década de 1960, o Rio de Janeiro foi pioneiro numa febre que tomou o Brasil: os drive-ins. Eles se alinhavam de frente para um telão que os anúncios diziam ser o maior da América Latina, da altura de um prédio de 8 andares.


As caixinhas de som, de qualidade sofrível, lguns críticos da época, ficavam ao lado de cada vaga de carro. As sessões, claro, eram sempre noturnas, mas também havia sessões infantis, com desenhos para a meninada.


E a propaganda dizia que, enquanto as crianças podiam pedir Coca-Cola, sorvete, cachorro quente e batata frita, os adultos podiam tomar seus drinks e fumar seus cigarros sossegados. Além de ver os filmes, os drive-ins eram uma chance para o pessoal "dar uns amassos" (principalmente os jovens que não tinham lugar nem grana para dar uns sarros entre quatro paredes, como na música da Rita Lee, "Papai me empresta o carro").


Em 1993, após quase 30 anos de funcionamento, o espaço encerrou suas atividades, acompanhando o declínio desse modelo de cinema, que já não competia com as novas formas de exibição e entretenimento. Outros drive-ins surgiram no Rio, como na Ilha do Governador e em Jacarepaguá, mas também desapareceram com o tempo.




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