O Rio de Janeiro no final do Séc. XIX visto pelo diplomata argentino Vicente Gregório Quesada
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O Rio de Janeiro no final do Séc. XIX visto pelo diplomata argentino Vicente Gregório Quesada

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O Rio de Janeiro no final do Séc. XIX visto pelo diplomata argentino Vicente Gregório Quesada

Nomeado Ministro Plenipotenciário e enviado especial ao Brasil para tratar da questão dos limites, partiu de Buenos Aires em 24 de fevereiro de 1883 e chegou ao Rio de Janeiro em 3 de março, retornando em 1889. Devido à epidemia de febre amarela que grassava na cidade, dirigiu-se para Petrópolis, onde foi apresentado ao Imperador Dom Pedro II.


Achou-o do tipo alemão, alto, algo corpulento, de barba branca comprida, de andar lento, aspecto simpático, sem parecer pretensioso, se bem que, no fundo do seu caráter, era autoritário e zeloso de que se guardassem os foros que a etiqueta impunha. Usava frequentemente um fraque negro — um vitoriano nos trópicos — com um cordão de ouro na botoeira.


Quanto à Imperatriz, achou-a baixa, coxa, friamente amável, sem nada de formosura, porém com ar que transmitia a sua estirpe real. Em relação ao casal d'Eu, achou a Princesa Isabel de trato simples, amável, comunicativa e com uma bondade que seduzia e atraía, e o marido muito afável, lhano, sem altivez e um pouco surdo, o que impedia uma conversa mais animada.


A vida simples da família imperial deixava de lado toda a ostentação da Monarquia. Como outros visitantes, encantou-se com a magnífica beleza da baía de Guanabara e com a formosa praia de Botafogo.




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