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Escala 6x1: estudo expõe temor de empresas no litoral sul do ES

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Escala 6x1: estudo expõe temor de empresas no litoral sul do ES

A possível redução da jornada de trabalho e o debate nacional sobre o fim da escala 6×1 já provocam reflexos no Espírito Santo, especialmente em cidades cuja economia depende fortemente do comércio, turismo e atendimento presencial. Em Marataízes, no litoral sul capixaba, um levantamento realizado com empresários e gestores identificou preocupação crescente com os impactos operacionais da adoção de modelos como a escala 5×2, principalmente em pequenos e médios negócios.


O estudo, conduzido em abril deste ano com 30 empresários de Marataízes e municípios vizinhos, revela um cenário dividido entre receio financeiro, gargalos históricos de gestão e oportunidades de modernização empresarial. A pesquisa foi liderada pelo administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul.


A discussão ganha relevância em um momento em que o debate sobre jornada de trabalho ocupa espaço nacional, impulsionado pelas discussões sobre a revisão da escala 6×1 - modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um. Dados recentes do Ministério do Trabalho apontam que cerca de 14,8 milhões de trabalhadores brasileiros ainda atuam nesse regime, especialmente nos setores de comércio e serviços, realidade semelhante à observada em municípios turísticos do Espírito Santo.


Com forte dependência econômica do turismo, comércio, alimentação, hotelaria e serviços presenciais, o município possui perfil semelhante ao de outras cidades do litoral sul do Espírito Santo, onde grande parte das empresas ainda depende de operações manuais e mão de obra intensiva.




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