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Professor da UFG alerta para risco de ciência produzida e julgada por inteligência artificial

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Professor da UFG alerta para risco de ciência produzida e julgada por inteligência artificial

Um novo levantamento revista científica Organization Science em 2026 acendeu um alerta sobre o aumento do uso excessivo de inteligência artificial (IA) na produção acadêmica. Entre essas produções, os trabalhos com forte influência de ferramentas de IA avançaram significativamente e já representam cerca de 10% do total analisado, de 473 dos 4.715 estudos.


Um dos principais efeitos observados pelos pesquisadores foi a queda na qualidade da escrita acadêmica. A pesquisa aponta um declínio nos índices de legibilidade medidos pelo Flesch Reading Ease, uma das métricas mais utilizadas para avaliar a clareza de textos.


Professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Sávio Teles afirma que a expansão desse fenômeno já preocupa a comunidade científica. Ele cita o surgimento das chamadas paper factories — estruturas que utilizam sistemas automatizados para executar praticamente todas as etapas de uma pesquisa, desde a análise de dados e geração de códigos até a redação final dos artigos.


Apesar das preocupações, o professor avalia que o problema não se limita à tecnologia.




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