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Trabalho escravo doméstico persiste no Brasil

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Trabalho escravo doméstico persiste no Brasil

Desde a abolição da escravidão em 1888, a exploração do trabalho no Brasil mudou de forma, mas não desapareceu. A história de Araci do Amaral revela como a negação de direitos, renda e liberdade ainda afeta mulheres negras em situação de vulnerabilidade.


Araci do Amaral, órfã desde criança, foi levada para uma casa de família em São Paulo, onde viveu décadas em condições análogas à escravidão. Ela recebeu pagamento apenas nos primeiros dois meses e, depois, nunca mais foi remunerada, sem qualquer explicação por parte dos empregadores.


Leonardo Sakamoto, diretor da ONG Repórter Brasil, destaca que muitas dessas mulheres são trazidas sob a promessa de um futuro melhor, mas acabam condenadas a trabalhar apenas para garantir alimentação e hospedagem. A coordenadora Shakti Borela aponta que a maioria dessas mulheres tem baixa escolaridade e são negras, refletindo um perfil social específico.


A situação de Araci foi marcada por crueldades, como o episódio em que foi obrigada pela patroa a arrancar os próprios dentes. Após ser resgatada pela Polícia Federal, seus ex-patrões foram condenados a indenizá-la, mas ela ainda aguarda o pagamento, enfrentando medo e insegurança quanto à moradia e alimentação.


Denúncias sobre trabalho escravo podem ser feitas pelo disque 100, com garantia de anonimato. Em casos de risco imediato, a orientação é acionar a polícia pelo telefone 190 para garantir a proteção das vítimas.


A luta contra o trabalho escravo doméstico continua, e a denúncia é fundamental para proteger os direitos e a dignidade das vítimas.




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