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Altos juros e spreads elevam endividamento das famílias no Brasil

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Altos juros e spreads elevam endividamento das famílias no Brasil

A alta taxa Selic e os elevados spreads bancários têm aumentado o endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 80% em abril, nova máxima histórica. O governo lançou o Novo Desenrola para tentar aliviar a situação financeira dos consumidores.


O spread bancário, que é a diferença entre os juros pagos pelos bancos e os cobrados dos consumidores, atingiu 34,6 pontos percentuais em março, contra 29,7 pontos no mesmo mês do ano anterior. Esse valor é muito superior à média mundial, que gira em torno de 6 pontos percentuais.


A taxa Selic, que influencia diretamente os juros cobrados pelos bancos, está em 14,5% ao ano após redução recente de 0,25 ponto percentual pelo Banco Central. Apesar da queda, o patamar ainda é considerado elevado e contribui para o aumento dos juros dos empréstimos e, consequentemente, para o endividamento das famílias.


O Brasil possui a segunda maior taxa básica de juros reais do mundo, com 9,3%, ficando atrás apenas da Rússia. Além disso, o país lidera o ranking mundial de spreads bancários, o que agrava a situação financeira das famílias, especialmente as que ganham até três salários mínimos, que apresentam os maiores índices de endividamento e inadimplência.


O Novo Desenrola foi lançado para ajudar as famílias a reduzirem suas dívidas e aliviar o orçamento, podendo também estimular a economia. A precarização dos empregos e o alto custo dos empréstimos são fatores que dificultam a recuperação econômica e aumentam a necessidade de medidas como essa.


A situação financeira das famílias brasileiras segue desafiadora, com juros e spreads elevados, mas o Novo Desenrola busca oferecer algum alívio nesse cenário.




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