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Milton Santos e as desigualdades urbanas em São Luís

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Milton Santos e as desigualdades urbanas em São Luís

Em São Luís, Maranhão, mercadinhos e feiras populares coexistem com grandes redes de supermercados, revelando desigualdades no consumo. A geógrafa Livia Cangiano estuda essas dinâmicas a partir da teoria de Milton Santos, que completaria 100 anos em 3 de maio.


A teoria de Milton Santos divide a economia urbana em dois circuitos: um superior, com grandes empresas, alta tecnologia e capital, e um inferior, formado por pequenos comércios e serviços que atendem às necessidades da população com menos recursos. Em São Luís, essa divisão se manifesta na presença de mercadinhos e feiras populares adaptados às condições das pessoas de baixa renda.


Livia Cangiano, pós-doutoranda na USP e professora colaboradora na UEMA, destaca que moradores da periferia têm dificuldade de acessar o centro da cidade para consumir, abrindo seus próprios comércios locais. Esses estabelecimentos oferecem produtos em quantidades menores, como a venda de um ovo isolado, diferente das grandes redes que exigem compra em maior volume.


A atualidade da teoria de Milton Santos é confirmada por pesquisas internacionais que aplicam seus conceitos às dinâmicas urbanas em países como Gana, Reino Unido e França. Milton Santos, nascido em 1926 na Bahia, foi um geógrafo negro que enfrentou o racismo estrutural e se tornou referência mundial na compreensão das relações entre espaço geográfico, economia, política e sociedade.


Milton Santos deixou um legado fundamental para entender as desigualdades urbanas, inspirando estudos e reflexões no Brasil e no exterior.




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