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Caminhada do Silêncio lembra vítimas da ditadura em São Paulo

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Caminhada do Silêncio lembra vítimas da ditadura em São Paulo

A 6ª Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado reuniu centenas de pessoas neste domingo em São Paulo. O ato partiu do antigo prédio do DOI-Codi/SP e seguiu até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos no Parque Ibirapuera, destacando a importância de refletir sobre o passado para fortalecer a democracia.


A concentração da caminhada ocorreu em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, local que funcionou como um dos principais centros de repressão e tortura durante a ditadura militar brasileira. O cortejo seguiu pelas ruas da zona sul da capital paulista, com escolta da polícia militar, e terminou no Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera. O evento foi organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política.


O ato reuniu familiares de vítimas, movimentos de direitos humanos e mais de 30 organizações da sociedade civil. O tema deste ano, “aprender com o passado para construir o futuro”, ressaltou não só os crimes da ditadura militar, mas também a continuidade das violências de estado mesmo após a redemocratização. A coordenadora da área de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog destacou a necessidade de discutir os impactos do período autoritário no presente para fortalecer a democracia.


O diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog afirmou que a caminhada nasceu como uma resposta coletiva ao autoritarismo e à tentativa de apagamento da memória. Ele ressaltou que a ditadura deixou uma herança de impunidade que se reflete na violência de estado atual. Durante o evento, também foi destacada a possibilidade de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes.


A organização do evento ressaltou que existem 49 recomendações ao estado brasileiro relacionadas à memória, verdade e justiça, das quais poucas foram integralmente cumpridas. O monitoramento dessas recomendações aponta para avanços pequenos e parciais, insuficientes diante do que é necessário para a sociedade. O manifesto final da caminhada reforçou a importância de manter viva a memória das vítimas e a luta por justiça.


A Caminhada do Silêncio reafirma o compromisso com a memória e a defesa da democracia em São Paulo e no Brasil.




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