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Justiça dos EUA condena Meta por danos a menores e vício em redes sociais

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Justiça dos EUA condena Meta por danos a menores e vício em redes sociais

Em março de 2026, decisões judiciais nos Estados Unidos responsabilizaram a Meta por expor crianças e adolescentes a conteúdos inapropriados e por criar plataformas projetadas para viciar usuários. As condenações somam centenas de milhões de dólares em indenizações e refletem preocupações globais sobre a segurança digital dos jovens.


No dia 24 de março, um júri em Santa Fe, Novo México, decidiu que a Meta deve ser responsabilizada por não proteger crianças e adolescentes contra conteúdos inapropriados, incluindo abuso sexual, em suas redes sociais. A empresa foi condenada a pagar aproximadamente US$ 375 milhões como pena à coletividade. Um dia depois, em Los Angeles, Califórnia, outro júri concluiu que plataformas da Meta e do Google foram projetadas para viciar usuários, causando danos emocionais e psicológicos.


O júri da Califórnia apontou que mecanismos como rolagem infinita, notificações constantes e recompensas intermitentes provocaram depressão e Transtorno Dismórfico Corporal em uma jovem identificada como Kaley. As empresas foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenização à vítima. Essas decisões coincidem com a entrada em vigor do ECA Digital no Brasil, que regulamenta a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.


Especialistas brasileiros destacam que as decisões nos EUA e o ECA Digital apresentam uma convergência importante ao focar na saúde dos usuários jovens na internet. O diretor do Ministério da Justiça e Segurança Pública alerta para mecanismos nas redes sociais e jogos eletrônicos que buscam maximizar o tempo de uso, comparando-os a produtos que causam dependência. Esses sistemas possuem design manipulativo e algoritmos obscuros que exploram o comportamento dos usuários sem transparência.


A professora da Universidade Federal do Ceará ressalta que as empresas lucram cada vez mais com a economia da atenção, em detrimento da qualidade de vida dos usuários, que enfrentam impactos emocionais, sociais e comportamentais. As recentes condenações nos Estados Unidos indicam que as grandes plataformas digitais não possuem imunidade para práticas que prejudicam os usuários, especialmente crianças e adolescentes.


As decisões judiciais americanas e a legislação brasileira apontam para um futuro digital mais seguro e consciente para os jovens usuários da internet.




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