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Plano para proteção de bagres e ariranha é aprovado na COP15

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Plano para proteção de bagres e ariranha é aprovado na COP15

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres aprovou o Plano de Ação para Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e incluiu a ariranha na lista de espécies protegidas pela Convenção de Espécies Migratórias. As decisões fortalecem a cooperação internacional para a conservação dessas espécies e seus habitats.


O plano liderado pelo Brasil, com participação da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, visa preservar os habitats dos bagres dourada e piramutaba e garantir a conectividade dos rios amazônicos. A estratégia inclui pesquisas, integração de conhecimentos, monitoramento das rotas migratórias e promoção de cadeias produtivas sustentáveis na pesca, além da participação de comunidades locais e indígenas.


A conservação dos ambientes aquáticos de água doce foi destacada como prioritária, já que os rios e sua biodiversidade enfrentam ameaças devido à falta de dados e às atividades humanas de alto impacto, como a construção de barragens hidroelétricas. Grandes bagres e golfinhos de rio dependem dos rios de livre fluxo para completar seus ciclos de vida, o que reforça a importância dessas medidas.


A ariranha, maior lontra do mundo e mamífero semiaquático que habita regiões alagadas da América do Sul, principalmente no Pantanal e na Amazônia, foi incluída na lista de espécies ameaçadas da CMS. A caça predatória para o mercado de peles levou à extinção da espécie em alguns países, como a Argentina, e a decisão da COP15 amplia sua proteção internacional.


A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima destacou a importância da inclusão da ariranha na lista, ressaltando que a medida reforça a necessidade de ações conjuntas e imediatas para garantir a sobrevivência da espécie e o equilíbrio dos rios onde ela vive.


Essas decisões marcam avanços importantes na proteção de espécies migratórias e na conservação dos ecossistemas aquáticos na América do Sul.




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