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Professores da UERJ entram em greve após dez anos

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Professores da UERJ entram em greve após dez anos

Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro iniciaram greve oficial após assembleia da Associação dos Docentes da UERJ. A categoria reivindica o pagamento de parcelas da recomposição salarial, retorno dos triênios e recomposição orçamentária da universidade.


A decisão pela greve ocorreu após uma assembleia realizada nesta quarta-feira, quando os professores destacaram a necessidade de receber duas parcelas da recomposição salarial prevista em lei e acordada em 2021. Além disso, os docentes exigem a volta dos triênios e que esses benefícios incidam sobre o salário total, não apenas sobre o salário base.


Desde 2018, a Lei da Dedicação Exclusiva da UERJ restringiu os benefícios dos professores, que agora incidem somente sobre o salário base, reduzindo em 40% o valor recebido. Os descontos de impostos e previdência continuam sendo aplicados sobre o salário total, o que gera uma perda significativa para os docentes.


Em 2021, duas leis impactaram ainda mais os professores: uma extinguiu os triênios e outra parcelou a recomposição salarial referente aos IPCAs dos anos 2017 a 2021 em três vezes. Os docentes tentaram diversas vezes negociar com o governo do estado, mas não foram atendidos.


A reitoria da UERJ informou que continua buscando diálogo com os setores envolvidos para encontrar soluções que garantam o funcionamento da universidade. O governo do estado ressaltou que trabalha em políticas de valorização do funcionalismo, mas enfrenta desafios financeiros devido ao Regime de Recuperação Fiscal.


A greve dos professores da UERJ reflete a busca por melhores condições salariais e orçamentárias em meio a dificuldades financeiras do estado do Rio de Janeiro.




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