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Febre do Oropouche tem casos muito maiores que os notificados

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Febre do Oropouche tem casos muito maiores que os notificados

Dados recentes mostram que a febre do Oropouche apresenta uma incidência real muito superior às notificações oficiais, com até 200 casos para cada episódio conhecido. A doença já infectou milhões de pessoas na América Latina, especialmente no Brasil, onde concentra grande parte dos registros.


A febre do Oropouche é transmitida pela picada do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora na Região Norte. Entre 1960 e 2025, a doença infectou 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, sendo ao menos 5,5 milhões no Brasil. Manaus é o principal centro de dispersão na região amazônica, atuando como polo para a expansão da doença para outros estados.


Estudos sorológicos realizados em diferentes momentos indicam que o surto recente teve alcance semelhante ao registrado entre 1980 e 1981, atingindo cerca de 12,5% da população de Manaus e quase 15% no estado. Desde a identificação da febre em 1955, foram registrados 32 surtos na América Latina, sendo 19 somente no Brasil. A infecção pode causar sintomas parecidos com os da dengue, dificultando o diagnóstico correto.


Não existem vacinas licenciadas nem antivirais específicos para o tratamento da febre do Oropouche. Pesquisas recentes avaliam a eficácia de moléculas isoladas de acridonas, mas ainda não há intervenções específicas disponíveis. Sem essas medidas, novos surtos devem continuar ocorrendo nas regiões onde o vetor está presente.


Acompanhar as informações sobre a febre do Oropouche é importante para entender sua disseminação e os desafios no controle da doença.




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