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Soltura de Monique Medeiros e adiamento do julgamento de Jairinho

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Soltura de Monique Medeiros e adiamento do julgamento de Jairinho

A professora Monique Medeiros da Costa teve a soltura determinada nesta segunda-feira, enquanto o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, permanecerá preso. O julgamento do caso foi adiado para o dia 25 de maio após a defesa de Jairinho abandonar o plenário.


A decisão foi tomada em tribunal do júri no Rio de Janeiro, onde Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado e coação no curso do processo. Jairinho responde por homicídio qualificado por meio cruel, com agravantes, e coação no curso do processo. A juíza Elizabeth Machado Louro justificou a soltura de Monique afirmando que o retardo no andamento do processo não pode ser imputado à defesa dela, que estava pronta para o julgamento.


O julgamento foi suspenso após os advogados do ex-vereador abandonarem o plenário, alegando falta de acesso integral à perícia de um notebook e a um celular do assistente de acusação. A juíza classificou o abandono como uma conduta inadmissível que interrompeu indevidamente o curso processual, causando prejuízos à administração da justiça e ao próprio acusado.


Além disso, a magistrada estabeleceu penalidades para os defensores de Jairinho, devido aos custos gerados pela sessão adiada, incluindo despesas com membros do Ministério Público, assessores, jurados, testemunhas, policiais militares, serviços terceirizados, escolta dos réus, energia elétrica e alimentação. Ela também determinou que, em caso de novo abandono da sessão, o julgamento seguirá com a substituição por um defensor público.


O crime ocorreu em 2021 na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro. Henry Borel, de 4 anos, foi levado pelo casal a um hospital particular alegando acidente doméstico, mas o laudo do IML revelou 23 lesões por ação violenta. As investigações apontaram que Henry era vítima de tortura praticada pelo padrasto e que a mãe tinha conhecimento das agressões.


Após a sessão, o pai de Henry Borel expressou que sente como se tivessem matado seu filho novamente, demonstrando a dor da família diante do caso.




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