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Comandante da Guarda de Vitória é vítima de feminicídio após 650 dias sem casos na capital

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Comandante da Guarda de Vitória é vítima de feminicídio após 650 dias sem casos na capital

Dayse Barbosa, de 36 anos, foi a primeira vítima de feminicídio em Vitória após um período de 650 dias sem registros desse tipo de crime na capital capixaba. Em janeiro deste ano, a cidade havia alcançado a marca de 600 dias sem assassinatos motivados por gênero.


O ex-companheiro de Dayse, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, não aceitava o fim do relacionamento. Ele acessou a varanda da casa da vítima utilizando uma escada, arrombou a fechadura e disparou diversas vezes contra a nuca da comandante.


Após o ataque, Diego Oliveira de Souza se dirigiu a outro cômodo da casa e tirou a própria vida. Dayse era uma voz ativa no combate à violência contra a mulher e comandava a Guarda de Vitória, instituição que utiliza recursos como o botão do pânico para apoiar vítimas.


O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, destacou que o marco de 600 dias sem feminicídio foi resultado do trabalho da comandante. Dayse era formada em pedagogia, pós-graduada em Segurança Pública e dedicava-se a palestras para ajudar vítimas a identificar e denunciar abusos.


A delegada Michele Meira, gerente de Proteção à Mulher da Sesp, ressaltou a irreparabilidade da perda para a instituição e para a família, lembrando que Dayse participou de ações e cursos nacionais voltados ao enfrentamento da violência doméstica.


Dayse também era ativa nas redes sociais, onde comemorou há menos de dois meses o recorde de 1 ano e 7 meses sem feminicídio em Vitória, destacando a importância do trabalho integrado, políticas públicas e uma rede de proteção eficaz.




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