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Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica permanece precária

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Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica permanece precária

A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica segue em nível preocupante, sem sinais de melhora, O estudo aponta redução significativa dos pontos com água classificada como boa e destaca a necessidade urgente de avanços no saneamento e proteção das bacias hidrográficas.


O relatório "Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica" foi elaborado com base em 1.209 análises realizadas em 162 pontos de coleta distribuídos em 128 rios e corpos d’água, em 86 municípios de 14 estados, entre janeiro e dezembro de 2025. Os resultados indicam que apenas 3,1% dos pontos apresentaram qualidade boa, enquanto 78,4% foram classificados como regulares, 15,4% como ruins e 3,1% como péssimos. Nenhum ponto atingiu a classificação ótima.


Em comparação com o ciclo anterior, a qualidade boa caiu de nove para três pontos, os regulares aumentaram de 89 para 91, os ruins subiram de 15 para 16, e cinco pontos permaneceram com qualidade péssima. O coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica alertou que a predominância da qualidade regular revela pressão constante da poluição e que, sem mudanças estruturais, os rios continuarão degradados, trazendo riscos à população.


A entidade ressalta que rios com qualidade boa ou ótima são adequados para abastecimento, produção de alimentos e vida aquática equilibrada, enquanto os classificados como regulares já apresentam impactos ambientais que comprometem seu uso. Nos rios com qualidade ruim ou péssima, a poluição atinge níveis críticos, prejudicando a biodiversidade, a população dependente desses recursos e a saúde pública.


A diretora de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica destacou que os dados refletem escolhas políticas que impactam diretamente a condição dos rios. Além do atraso no saneamento, há pressões para flexibilizar instrumentos como o Código Florestal, a Lei da Mata Atlântica e as regras do licenciamento ambiental, aumentando a vulnerabilidade das florestas.


A Fundação SOS Mata Atlântica reforça a importância de avanços no saneamento básico e na proteção das bacias para melhorar a qualidade da água dos rios.




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