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Judocas brasileiras debatem equidade de gênero e desafios no esporte

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Judocas brasileiras debatem equidade de gênero e desafios no esporte

As judocas Rafaela Silva e Jéssica Pereira participaram de evento sobre equidade de gênero e desenvolvimento social, destacando suas trajetórias e desafios no judô. As atletas ressaltaram a importância da inspiração para novas gerações e discutiram preconceitos enfrentados no esporte de alto rendimento.


O evento ocorreu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, onde as atletas conversaram sobre suas carreiras, as dificuldades para se manter no esporte e os preconceitos sociais e de gênero encontrados ao longo do caminho. A conversa foi mediada pela gerente de comunicação da Confederação Brasileira de Judô, Camila Dantas.


Rafaela Silva, que conheceu o judô aos 5 anos por meio de um projeto social na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, destacou que o judô proporcionava um ambiente mais acolhedor e igualitário em relação ao gênero, diferente do futebol, onde era a única menina. Jéssica Pereira, tricampeã pan-americana, iniciou no esporte aos 7 anos para fugir da violência, incentivada pela mãe que matriculou ela e seus irmãos no judô.


Rafaela Silva relatou que no início da seleção brasileira feminina os treinos no Japão eram exclusivos para homens, pois a confederação não acreditava no nível das mulheres. Ela enfatizou que o judô feminino tem as mesmas regras, tempo de luta e premiações que o masculino, apesar da visão contrária ainda persistir em alguns ambientes.


As atletas enfrentaram preconceitos desde familiares até competições internacionais, mas suas conquistas são marcantes. A ex-judoca Mayra Aguiar é a maior medalhista brasileira no judô, com três medalhas olímpicas de bronze. A Federação Internacional de Judô tem promovido o desenvolvimento feminino, incluindo a introdução da competição por equipes mistas, que incentivou países tradicionais a investir na formação de atletas mulheres.


O debate reforça a importância da equidade de gênero no esporte e o papel inspirador das judocas brasileiras para as futuras gerações.

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