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Brasil mantém sub-representação feminina no Congresso em 2026

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Brasil mantém sub-representação feminina no Congresso em 2026

As mulheres representam 51,5% da população brasileira e do eleitorado, mas ocupam apenas 17,7% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 18,5% no Senado. Em números absolutos, são 91 deputadas eleitas em 2022, um recorde histórico, mas ainda distante da paridade.


O sistema eleitoral brasileiro adota cotas de 30% para candidaturas femininas desde 1997, porém, sem reserva de cadeiras, as mulheres enfrentam dificuldades no acesso a recursos do fundo partidário e tempo de TV, frequentemente controlados por lideranças masculinas.


No México, país líder em paridade na América Latina com 50% de representação feminina, a igualdade de gênero foi elevada a princípio constitucional em 2014, obrigando os partidos a apresentarem 50% de candidatas em todas as eleições. O registro de candidaturas não paritárias é negado.


O modelo mexicano também utiliza listas fechadas com sistema 'zebra', que alterna candidatos homens e mulheres, garantindo que uma porcentagem mínima das cadeiras conquistadas seja feminina. No Brasil, o voto é nominal e em lista aberta, o que dificulta a garantia de representação.


A Lei 14.192/21, que combate a violência política de gênero, ainda tem aplicação tímida no Brasil, e ataques a parlamentares mulheres nas redes sociais afastam novas lideranças. O debate no Congresso ganha força para migrar das cotas de candidatura para cotas de cadeiras, assegurando percentual mínimo de mulheres no plenário.


No ranking global de representação feminina, o Brasil ocupa a 146ª posição entre 193 países, atrás de vizinhos latino-americanos como Cuba e México, que já alcançaram a paridade de gênero no Legislativo.




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