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Pesquisa revela papel decisivo do porta-enxerto na produtividade da seringueira

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Pesquisa revela papel decisivo do porta-enxerto na produtividade da seringueira

A seringueira é uma matéria-prima renovável que contribui para a captura de dióxido de carbono da atmosfera. Como a seringueira leva cerca de dez anos para atingir a plena produtividade, alguns produtores paulistas reservam parte de suas propriedades para o plantio da árvore como um investimento para o futuro.


No entanto, muitos agricultores se surpreendem com a baixa produtividade do látex, mesmo utilizando os melhores clones disponíveis. A pesquisa revelou que o porta-enxerto, a planta que sustenta o clone enxertado, tem papel fundamental na produtividade, podendo causar diferenças significativas na produção de látex.


Os pesquisadores analisaram o transcriptoma de árvores enxertadas em diferentes porta-enxertos e identificaram milhares de genes cuja expressão varia combinação enxerto-porta-enxerto, incluindo genes ligados diretamente à produção de látex. O estudo também destacou a atuação de vias metabólicas, como a do jasmonato, hormônio vegetal relacionado à resposta a estresses e à regulação metabólica.


Além disso, foram observadas diferenças nas redes de coexpressão gênica, indicando variados níveis de interação entre genes envolvidos na biossíntese da borracha. Esses resultados confirmam que o porta-enxerto vai além do suporte físico, modulando a fisiologia da planta e impactando sua produtividade e adaptabilidade.


Especialistas alertam que, ao adquirir mudas, os agricultores costumam escolher apenas o clone, sem considerar o porta-enxerto, o que pode resultar em baixa produção após anos de espera. Para orientar viveiristas e produtores, o IAC está preparando uma cartilha com as melhores combinações entre clones e porta-enxertos, além de defender políticas que exijam a identificação do porta-enxerto na comercialização de mudas.


Essa descoberta representa uma mudança de paradigma na cultura da seringueira, que até então focava quase exclusivamente nos clones enxertados. Incorporar o porta-enxerto como componente ativo pode aumentar a produtividade, melhorar a resistência a estresses como a seca, reduzir doenças e tornar a cultura mais competitiva.




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