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Resistência bacteriana ganha peso nas negociações entre Mercosul e União Europeia

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Resistência bacteriana ganha peso nas negociações entre Mercosul e União Europeia

Especialistas destacam que os antimicrobianos, incluindo os antibióticos, são utilizados na produção animal para tratamento de doenças, prevenção e como promotores de crescimento, prática que gera críticas da União Europeia. O principal ponto de interesse europeu é justamente o uso dos antibióticos para melhorar o desempenho produtivo, não o tratamento de animais doentes.


A União Europeia manifesta preocupação com a presença de resíduos de antibióticos nos alimentos e o aumento das chamadas superbactérias.


Embora o Brasil possua um dos melhores sistemas de inspeção do mundo, historicamente o uso de antimicrobianos é mais permissivo do que na Europa. O mercado internacional sinaliza que a resistência antimicrobiana será cada vez mais determinante nas relações comerciais, mas os alimentos brasileiros com inspeção oficial seguem padrões sanitários rigorosos e apresentam baixo risco ao consumidor.


A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias sobrevivem ao contato com antibióticos, processo acelerado pelo uso excessivo ou incorreto desses medicamentos. O uso indiscriminado em humanos e o descarte inadequado de medicamentos também agravam o problema.


Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam o uso racional dos antimicrobianos, sempre com acompanhamento técnico de profissionais habilitados, respeitando doses, tempo de uso e período de carência.


O descarte correto das embalagens e resíduos de medicamentos veterinários é fundamental, pois o contato desses resíduos com o meio ambiente pode favorecer o surgimento de bactérias resistentes. Resíduos de antibióticos no ambiente podem selecionar micro-organismos resistentes, agravando o problema.


No fim de abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que restringe ainda mais o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, alinhando-se às exigências internacionais. Essa medida impacta a produção, mas o setor brasileiro já está tecnificado para absorver as mudanças.


O debate sobre resistência antimicrobiana vai além de barreiras comerciais, envolvendo saúde pública, segurança alimentar e sustentabilidade da produção animal. A resistência bacteriana é um problema real, e quem não se adequar às novas exigências do mercado internacional poderá ficar para trás.




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